Enem 14 de Novembro de 2019

Por que não cabe recurso para as questões do Enem?

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é composto por 180 questões objetivas e uma redação. São quatro provas de 45 questões, uma por cada área de conhecimento. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) elabora e testa essas questões meses, ou mesmo anos, antes de elas serem selecionadas para fazer parte do exame e, assim, se tornarem conhecidas pela população.

A produção das questões envolve uma comissão de especialistas, ou seja, é avaliada por vários professores da área de conhecimento antes de ser usada em uma prova. Por isso, não existe recurso administrativo para contestar as questões do Enem, uma vez que o gabarito das provas objetivas é analisado e revisado por um grupo de especialistas previamente.

Para a redação também não há possibilidade de recurso, pois esse procedimento já está previsto no processo de correção. A prova de todos os participantes é corrigida por dois professores e, quando há discrepância na nota, um terceiro especialista também corrige a prova.

Elaboração da prova – Todas as questões do Enem saem do Banco Nacional de Itens (BNI), criado pelo Inep para fornecer itens de qualidade para cada avaliação ou exame sob a responsabilidade do instituto. O processo se inicia com uma chamada pública, via edital, para o credenciamento de colaboradores, que podem ser instituições de educação básica ou superior.

A partir do credenciamento, é realizada uma seleção dos especialistas que passarão a compor o banco de colaboradores. Eles são capacitados pelo Inep para conhecer os critérios estabelecidos no Guia de Elaboração e Revisão de Itens, além das matrizes de competências e habilidades das suas respectivas áreas de conhecimento. Só depois disso são convocados para elaborar itens.

Do momento de elaboração até a sua efetiva aprovação, o item passa por um fluxo de revisão que garante a qualidade técnica e pedagógica, que segue as seguintes etapas:

  • Elaboração do item;
  • Revisão técnico-pedagógica, desenvolvida por experientes profissionais, em que são analisadas questões de ordem técnica e do próprio conteúdo das áreas;
  • Revisão realizada por pesquisadores do Inep e/ou por colaboradores convidados para realizar o assessoramento técnico-pedagógico, com o objetivo de validar as etapas anteriores, permitindo, assim, a inclusão do item no Banco Nacional de Itens (BNI);
  • Itens passam por pré-testagem, a etapa em que um conjunto de itens é exposto a uma amostra populacional com características semelhantes àquelas que possui o público-alvo do Enem.

Seleção de questões – No primeiro semestre de cada ano, as 180 questões que irão compor as quatro provas objetivas do Enem, assim como a proposta de redação, são selecionadas por outra comissão de especialistas, passando, em seguida, por diagramação e revisão linguística. A partir daí, são elaboradas duas provas distintas por ano, mas com grau de dificuldade equivalente, sendo uma para a aplicação regular e outra para o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL).

Correção – O Cartão-Resposta é corrigido de forma eletrônica, por meio de leitores-óticos. Os erros e acertos de cada participante passam, então, por uma análise estatística, utilizando como metodologia principal a Teoria de Resposta ao Item. Já a Folha de Redação é digitalizada, sem identificação, e enviada para dois avaliadores diferentes. Cada um deve atribuir nota para cinco competências, seguindo um guia de orientação para correção:

  • domínio da escrita formal da língua portuguesa;
  • compreensão da proposta e escrita em estilo dissertativo-argumentativo em prosa;
  • relacionar, organizar e argumentar em defesa de ponto de vista;
  • demonstrar conhecimento de mecanismos linguísticos para construção de argumentação; e
  • elaborar proposta de intervenção para problema abordado, respeitando direitos humanos.

Cada competência avaliada terá a nota entre 0 e 200 pontos. A soma das cinco notas de cada avaliador pode chegar a 1.000 pontos e a nota final é uma média das notas totais dos dois avaliadores. Em caso de discrepância, uma diferença  total de mais de 100 pontos, ou superior a 80 pontos em qualquer uma das competências, um terceiro corretor faz uma avaliação independente. Neste caso, a nota final é a média das duas notas totais que mais se aproximem. Caso ainda haja discrepância, a redação será avaliada por uma banca composta por três professores, que dará a nota final do participante.

Confira o Guia do Participante – Entenda a sua nota no Enem

Conheça a Cartilha do Participante – A redação no Enem 2019

Confira os gabaritos e Cadernos de Questões do Enem 2019